Segundo Santos (2000), no contexto histórico as pessoas foram construindo caracterizações para a humanidade, tal como pessoa racional, mais tarde substituído por pessoa que trabalha e finalmente pelo “o homem que se diverte”, considerando o brincar uma capacidade natural humana.
De acordo com Cunha (2001), nos
dias atuais as pessoas estão se afastando do convívio lúdico, preocupadas com o
excesso de trabalho e a correria do “dia-a dia”, elas não tem tempo para cuidar
e olhar para si mesmas, deixando pouco espaço para a sensibilidade, a criatividade
e a imaginação.
Além disso, também há pouco espaço para as crianças brincarem, pois as
moradias estão cada vez mais apertadas e os adultos ocupados com seus afazeres
e preocupados em que a criança não atrapalhe, e, trate de estudar bastante. Foi
por estas razões que surgiram as brinquedotecas.
“A brinquedoteca é um espaço que favorece a brincadeira” (CUNHA, 2001,
p.15), que é essencial para o desenvolvimento. Este espaço completa todas as
etapas do desenvolvimento humano, facilita o equilíbrio entre razão e emoção,
além de desenvolver a criatividade, imaginação e sensibilidade.
É a partir do brincar que o individuo passa a olhar para si mesmo,
descobre seu potencial, sua afetividade e criatividade que são aspectos
fundamentais para promoção de vivências saudáveis e de equilíbrio emocional.
Não é uma tarefa fácil buscar equilíbrio emocional, bem-estar e
felicidade. Por isto falar sobre o brincar e seus benefícios tem se tornado
foco dos profissionais da Educação e da Saúde. Para a Psicologia, no que se
refere ao desenvolvimento emocional, tornou-se essencial este tema para o trabalho
em Psicoterapia, aprendizagem e para os aspectos educacionais.
No trabalho do profissional Psicólogo pode atuar de modo a produzir
conhecimento, ou seja, assumir o papel de profissional-pesquisador, usando sua
habilidade e capacidade de transformar o seu fazer profissional em fazer
ciência.
Isto é “espera-se que saber-fazer-poder profissional gerado-gerador do
conhecimento, fundindo e trocando conhecimentos de várias áreas para que se
construa um saber (...) que seja transdiciplinar” (WITTER, 2001, p.40).
Além do trabalho na área interdisciplinar é preciso considerar se as
áreas de necessidades de conhecimento da realidade estão sendo cobertas pela
pesquisa.
Assim o profissional pode responder com o
conhecimento do fenômeno e de estratégias para prevenção, tratamento e
desenvolvimento.
Ao brincar a criança precisa de concentração, desenvolve a interação,
comunicação, socialização, interesse, iniciativa e imaginação. Envolve o
emocional, o corporal e o intelectual da criança.
Também tem a oportunidade de aprender regras e valores, como: “respeito,
ajuda, cooperação e compreensão as pessoas” (AZEVEDO, 2004, p.59).
As crianças através do brincar podem lidar com situações psicológicas complexas
como medo, perda e experiências de dor. A criança revive simbolicamente suas
experiências podendo ser ativas e transferir para o objeto ou pessoa o que
aconteceu com ela, superando-o.
A atividade lúdica proporciona a passagem de um papel passivo para um
ativo, assim reduz o efeito traumático de uma situação, o individuo fica
preparado para assumir estes papéis em outras situações se necessário.
Assim como Winnicott outros autores também valorizam o jogo para o
diagnóstico e intervenção no trabalho psicopedagógico, ou seja, o jogo é um
instrumento de intervenção clínica e terapêutica.
O terapeuta observa a criança se expressar e intervém com interpretações,
compreende a criança facilitando para que esta manifeste seu conteúdo latente.
Com o lúdico pode-se ter a “compreensão do funcionamento dos processos
cognitivos e afetivo-sociais com suas múltiplas interferências” (AZEVEDO, 2004,
p.64).
O profissional deve saber a hora de se distanciar e deixar a criança
organizar e estruturar sozinha a suas brincadeiras para observá-la, também a
hora de intervir e estar ao lado dela.
A Brinquedoteca-Psicopedagógica é um espaço facilitador para melhor
compreensão da criança e conseqüentemente para atuação do papel do psicólogo.
Este trabalho também valoriza e promove as condições de saúde das
crianças, que dela participam, pois a brinquedoteca, é um lugar que respeita os
direitos da criança como um todo, com seus aspectos físicos, psíquicos e
sociais. O psicólogo precisa de pesquisas que promovem conhecimentos. Nestes
aspectos para que o profissional que quer atuar na área infantil, precisa
conhecer o brincar, pois o brincar é uma das formas diretas de conhecer a
criança.
O ser humano possui muitas capacidades e a mais bela de todas é
desenvolver habilidades para lidar consigo mesmo e com as demandas que surgem e
assim crescer com suas experiências de vida. O brincar proporciona essas
vivências e torna o homem um ser melhor, mais autêntico e inovador.
Mais informações na minha monografia, fiquem a vontade para consultar,
refletir e discutir. E assim começando com um simples pensar sobre...podemos
promover grandes ações!!!!
Referencia
CHAVES, T.A.H. O brincar e o
desenvolvimento emocional da criança: um olhar winnicottino. Trabalho de
conclusão de curso (Graduação)- departamento de psicologia, Universidade de
Taubaté, 2010.

Gostei muito do seu post. Vc levantou questões interessantes, como esse da importancia da brinquedoteca para as crianças. Realmente eu também acho que esse tipo de ambiente e recreação para as crianças é fundamental! Parabéns.
ResponderExcluirOi, parabéns pelo blog...
ResponderExcluirseguindo...
http://1000artemanhas.blogspot.com/